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Amamentar corta o risco de ataques graves de asmaAmamentar corta o risco de ataques graves de asma

Dar de mamar reduz em perto de metade o risco de ataques de asma, revela uma nova pesquisa, realizada nos Países Baixos. Segundo os cientistas da Universidade de Amesterdão, as crianças afetadas por tipos graves da doença, mas que foram alimentadas com leite materno são 45 por cento menos propensas a sofrer sibilos incontroláveis, tosse e falta de ar e isso poderá dever-se aos efeitos benéficos da amamentação no sistema imunitário.

Para Anke Maitland-van der Zee, autora principal do trabalho, publicado na revista “Pediatric Allergy and Immunology”, “as mudanças na composição e atividade do microbioma intestinal no início da vida têm capacidade para influenciar o sistema imunitário e essas modificações podem indiretamente levar a alterações na asma mais tarde na vida”.

Os pesquisadores holandeses analisaram 960 crianças entre os quatro e os 12 anos que usam regularmente medicamentos para asma e a amamentação enquanto bebés foi determinada através de um questionário. Os resultados revelam que os sofredores de asma grave que foram amamentados são 45 por cento menos propensos a sofrer de ataques agudos da doença. Em paralelo, não foi encontrada uma associação entre o aleitamento materno e controle das manifestações mais fracas de asma.