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Ácido fólico ligado a menor risco de autismoÁcido fólico ligado a menor risco de autismo

Investigadores da Universidade da Califórnia (EUA), em conjunto com especialistas norte-americanos acabam de demonstrar que as mulheres que ingerem as doses recomendadas de ácido fólico na fase de conceção podem reduzir o risco dos filhos serem atingidos por autismo.

Durante a investigação, foi revelado que as crianças cujas mães tomaram 800 microgramas ou mais de ácido fólico (a quantidade habitual na maioria dos medicamentos pré-natais) tinham um risco significativamente menor de desenvolver perturbações do espetro do autismo – e isso acontecia mesmo quando as mulheres tinham estado expostas a pesticidas domésticos ou agrícolas associados ao aumento do risco.

“Verificámos que, se a mãe estava a tomar ácido fólico no período durante a conceção, o risco associado a pesticidas parecia ser atenuado”, afirmou Rebecca J. Schmidt, professora assistente no Departamento de Ciências da Saúde Pública, citada pelo portal “Alert”.

Durante a investigação, os cientistas norte-americanos analisaram 296 crianças com idades entre os dois e os cinco anos que tinham sido diagnosticadas com desordens autistas e 200 crianças cujo desenvolvimento tinha sido normal. As mães foram entrevistadas sobre a sua exposição doméstica a pesticidas, bem como sobre a toma de ácido fólico e vitamina B. A equipa também associou dados dos relatórios Uso de Pesticidas na Califórnia, que fornecem informações detalhadas sobre pulverização agrícola, à morada das mulheres.

As mães que tomavam uma dose inferior a 800 microgramas e estavam expostas a pesticidas domésticos tinham um risco muito mais elevado e este aumentava para as que tinham uma exposição era repetida. “Uma toma de ácido fólico abaixo da média e a exposição a pesticidas estava associada a um risco mais elevado de autismo do que uma toma baixa ou exposição isolada”, afirmou Rebecca J. Schmidt.

No entanto, apesar do ácido fólico reduzir o risco associado de a criança desenvolver autismo, ele não eliminava completamente esse risco. “O melhor é as mães evitarem a exposição crónica aos pesticidas durante a gravidez, se isso for possível”, acrescentou Schmidt.